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Gonzalo Torrente Ballester nasceu na aldeia de "Los Corrales de Serantes", em Ferrol, na Corunha, no dia 13 de Junho de 1910.
O seu pai, que era marinheiro, orientou-o na literatura, e quando acabou o ensino secundário já conhecia os clássicos e a literatura inglesa e francesa. Realizou os seus primeiros estudos num colégio religioso. Posteriormente, licenciou-se en Filosofia e Letras em Santiago de Compostela em 1935; e mais tarde, obteve a licenciatura em Dereito e Ciências nas Universidades de Santiago, Oviedo e Madrid.
Terminados os seus estudos, Torrente Ballester foi professor de História na Facultade de Letras da Universidade de Santiago. A sua afeição ás letras começou antes de cumprir os 20 anos. O mesmo recorda que, como aposta, fez uma especíe de plágio de uma novela do "oeste", quando tinha 17 anos.
Nos anos 30 conheceu Dionisio Ridruejo, Luis Felipe Vivanco, Antonio Tovar, e Pedro Laín Entralgo. Com este último participou no grupo "Jerarquía", publicando artigos. Além de professor, Torrente trabalhou também como jornalista, crítico, dramaturgo e novelista. Entre 1940 e 1947, foi catedrático de Língua e de Literatura em Institutos de diversas cidades espanholas.
Em 1943 publicou o seu primeiro romance "Javier Mariño" a que siguiram "El golpe de Estado de Guadalupe Limón"( 1946), "Ifigenia y otros cuentos" (1950). Em 1957 escreveu a primeira entrega da trilogia "Los gozos y las sombras", titulada "El señor llega". Com esta obra obteve o Prémio da Fundación Juan March. Posteriormente, em 1960, editou a segunda parte da trilogia "Donde da la vuelta el aire" e em 1962, o terceiro volume, "La Pascua triste". Esta trilogia foi adaptada com grande êxito à televisão. Em 1963 publica "Don Juan", que foi galardoado com o Prémio da Crítica.
De 1947 a 1962 escreveu regularmente no diário "Arriba" onde exerceu a crítica literária e teatral. Também manteve no jornal "Informaciones" de Madrid as colaborações fixas "Cuadernos de la Romana" e "Torre del Aire" e no jornal "ABC" a coluna "Cotufas en el Golfo".
Torrente Ballester, que em 1962 era professor de História na Escola de Guerra, foi expulso como professor e como crítico de teatro do jornal "Arriba", por assinar un manifesto de apoio aos mineiros de Asturias. Decide ir para a sua cátedra do Instituto em Pontevedra para leccionar Língua e Literatura. Finalmente, em 1966, vai para os Estados Unidos para leccionar aulas na Universidade de Albany(Nova York) sobre a figura de D. Quixote. Permaneceu neste país até 1972.
Após a sua chegada a Espanha, Torrente Ballester começou a leccionar no Instituto Torres Villarroel de Salamanca, no qual permanece até a sua reforma, instalando definitivamente na sua residência familiar em Salamanca.
Desde então Torrente Ballester escreveu constantemente. Entre a sua narrativa destaca: "Off-side" (1969), "La saga y fuga de J.B" (1972), "Fragmentos de Apocalipsis" (1977), "La isla de los jacintos cortados" (1981)," Dafne y ensueños" (1982); "La princesa durmiente va a la escuela" (1983), "Quizá nos lleve el viento al infinito" (1984), "La rosa de los vientos" (1985), "Yo no soy yo, evidentemente" (1987), "Obra completa" (1977-1982),"Filomeno a mi pesar" (1988) y "Crónica del rey pasmado" (1989), que foi adaptada ao cinema pelo director Imanol Uribe. Em Fevereiro de 1991 publicou uma nova obra "Las Islas Extraordinarias", um relato breve baseado na figura dum ditador.
Em 1992 escreveu "Torre del aire" e depois, a 7 de Setembro de 1993, apresentou em Lisboa o seu romance policial "La muerte del decano". Torrente Ballester é um dos autores espanhóis mais conhecido em Portugal. Em 1994 publicou "La novela de Pepe Ansúrez", obra que apresentou ao Premio Azorín com o título " La guerra de los espejos" e sob o pseudónimo de José Suárez.
Em Outubro de 1995 editou a obra "La boda de Chon Recalde" na qual o autor pretende fazer uma alegação contra a hipocrisia social e a favor da defesa da dignidade individual.
Tambem publicou teatro. Entre as suas obras destacam-se "Viaje del joven Tobias" (1938), "El casamiento engañoso" (1939), "Lope de Aguirre" (1941), "República barataria"( 1942), "El retorno de Ulises" (1946), "Atardecer en Longrwood" (1950), "Siete ensayos y una farsa" (1942), "El Quijote como juego" (1975), "Los cuadernos de un vate vago" (1982) y "El Quijote como juego y otros ensayos críticos" (1984).
Gonzalo Torrente Ballester publicou livros sobre diversos temas entre os que figuram: "Las ideas políticas modernas: el liberalismo" (1939), "Antecedentes históricos de la subversión universal" (1939).
Como crítico e professor devem-se os ensaios "Literatura española contemporánea" (1949), "Panorama de la literatura española contemporánea" (1956), "Teatro español contemporáneo" (1957), "El Quijote como juego" y "Ensayos críticos" (1982).
Autor de: "Entorno a la enseñanza universitaria y la Universidad del Sur", "Conferencias. La enfermedad... Patologías vulgares", "Compostela y su ángel" (1948), "Heterodoxos en el Camino de Santiago", "La ciudad de los viernes inciertos", " Hombre al agua" y "Acerca del novelista y su arte" (1977). Traduziu além disso as "Elegías" de Rilke e publicou algumas obras em galego.
Gonzalo Torrente recebeu vários galardões: Premio Nacional de Literatura (1939); Premio de la Fundación March (1959), Premio Ciudad de Barcelona para novela (1972) por "La saga-fuga de J.B."; da Crítica Literaria (1962 y 1972) por "Don Juan" e "La saga fuga de J.B"; Premio Nacional de Literatura (1981), por "La isla de los jacintos cortados". Em 1982 recebeu o Prémio Príncipe de Asturias das Letras, partilhado com Miguel Delibes e Prémio Miguel de Cervantes (1985).
Obteve também o Prémio Fundación Barrié de la Maza (vitalicio) e a 15 de Outubro de 1988, o Prémio Planeta pela sua obra "Filomeno a mi pesar". Em Dezembro de 1990, a Assembleia Geral da Confederação Espanhola de Grémios e Associações de Livreiros (CEGAL) acordou conceder-lhe o "Libro de Oro 1990". A 18 de Novembrp de 1993, recebeu o prémio Unión Latina das línguas romances. A 16 de Março de 1998 foi distinguido como Hijo Adoptivo de Santiago de Compostela pelo tratamento que faz de Compostela na sua obra e a decisão de eleger esta cidade como sede da Fundación Gonzalo Torrente Ballester.
A 12 de Junho, Torrente Ballester recebeu uma homenagem da Asociación de Libreros de Oviedo.
Torrente Ballester considerava-se um bom professor e entre os seus alunos figuram Manuel Fraga e Charo López, aos quais leccionou aulas de língua.
A 27 de enero de 1999, faleceu na sua residência em Salamanca.
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